Rodrigo Speck
Tubarão
O 34º homicídio foi registrado na região de Tubarão nesta terça-feira. Desta vez, a vítima foi uma criança de 7 anos. Carol Seidler Calegari, que estava desaparecida desde a última segunda-feira, foi encontrada morta dentro de uma caixa em um dos quartos da casa da mãe, no bairro Monte Castelo, em Tubarão. Junto ao corpo, policias civis e militares encontraram diversas roupas e brinquedos.
O sumiço logo chamou a atenção de amigos, familiares e vizinhos. Uma campanha foi realizada na internet para localizar a criança. A mãe, de 48 anos, esteve na Delegacia de Proteção à Criança, à Mulher e ao Idoso (Dpcapmi) para comunicar o desaparecimento da menina. Após a denúncia, ela deixou o local e não foi mais vista.
Os policiais foram até a residência e um dos quartos estava com a porta trancada. Os agentes arrombaram a estrutura e encontraram a menina morta, com marcas de estrangulamento. O Instituto Médico Legal (IML) de Tubarão recolheu o corpo.
O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, Rubem Teston, está à frente do caso. Ele disse que algumas pessoas já foram ouvidas, mas as investigações ainda não foram concluídas. “Estamos trabalhando muito para concluir esse inquérito o mais breve possível”, enfatizou o delegado.
Paradeiro da mãe é desconhecido
Desde que a mãe de Carol comunicou o desaparecimento da filha na Delegacia de Proteção à Criança, à Mulher e ao Idoso (Dpcapmi), na última segunda-feira, a polícia não sabe o paradeiro da moradora de Tubarão. A equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) trabalha com a hipótese de que a mulher possa ser a responsável pelo crime, mas nenhuma possibilidade poderá ser descartada, até que o homicídio seja solucionado. “Muita informação está chegando, que não condiz com a realidade, principalmente por meio das redes sociais. O que solicitamos é que as pessoas centralizem as informações na Polícia Civil para evitar boatos ou conclusões precipitadas”, orienta o delegado Rubem Teston.
“Ela era bem querida e sempre cumprimentava os vizinhos”
Moradores do bairro Monte Castelo ficaram perplexos com a morte da menina de 7 anos. De acordo com os vizinhos, aparentemente a família vivia bem. E, mesmo com os pais separados, não era comum eles presenciarem discussões ou brigas entre o casal. “A menina estava sempre aqui pela vizinhança. Nós a víamos com o pai, na cacunda, ou brincando de bicicleta. Ela era bem querida e sempre cumprimentava os vizinhos”, disse o vendedor Lucas Spadel, um dos moradores da localidade. A residência onde ocorreu o crime permanece fechada. No terreno, uma casinha de bonecas que decora o ambiente, era também o passatempo de Carol quando estava com a mãe. Desde a separação, o pai tinha a guarda da menina. “É difícil acreditar que isso poderia ocorrer. Nós vemos tanta coisa semelhante na TV, mas aqui na nossa porta? É muito triste”, relatou o vendedor Lucas.

Na residência, a casinha de boneca era o lugar onde a menina brincava. Foto: Rodrigo Speck/Notisul

